
Dia 20 DE JUNHO DE 2005
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Índice
Alejandro Luis Viviani
Caterina Koltai
Eduardo A.
Furtado Leite
Jaime Betts
Maria Cristina
Ocariz
Mauro
Pergaminik Meiches
Miriam
Chnaiderman
Radmila
Zygouris
Sérgio Telles
Silvana Rabello
Urania Tourinho
Peres
EXPEDIENTE:
Indexado em: Index Psi Periódicos EDITORES: • Alejandro Luis Viviani • Eliana Harfush Midlej • Luís Eduardo Salvucci Rodrigues • María Luisa Scalise de Viviani • Rosely Pennacchi • Sidnei Artur Goldberg • Taeco Toma Carignato JORNALISTA RESPONSÁVEL Taeco Toma Carignato – MTB 25.846 REVISOR ORTOGRÁFICO Thaís Toshimitsu EDITORAÇÃO, FOTOLITO E IMPRESSÃO: YM Gráfica e Fotolito - tel.: (11) 3283-5040
Publicação das Reuniões Psicanalíticas.
Se quiser entrar em contato conosco escreva para Rua Pamplona, 1119 - cj. 33 - São Paulo-SP CEP: 01405-001, a/c Eliana Midlej ou Sidnei Goldberg -
telefone: (11) 3283-2119, ou mande e-mail para: revista@revistatextura.com
Tiragem: 1.000 exemplares. Capa: “O Taful”. Georges de la Tour
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Editorial
Recentemente algumas questões vêm provocando polêmicas no mundo “psi”.
Em primeiro lugar, pessoas ligadas a setores de igrejas evangélicas
solicitaram à Câmara Federal a criação de um conselho federal de
psicanálise. Em seguida, o projeto-de-lei “ato médico” mobilizou as
instituições de várias categorias profissionais como psicólogos,
fonoaudiólogos e fisioterapeutas, bem como as associações de
psicanálise e os analistas ditos independentes. Por fim, surgiu a
proposta de normatização das psicoterapias por meio da criação de uma
associação brasileira de psicoterapia, ligada aos conselhos de
psicologia, incluindo a psicanálise como uma das linhas da psicologia.
Questões semelhantes também agitam outros países, como a França, onde
a regulamentação da psicanálise provoca polêmicas, divisões e
conchavos inusitados. O problema surgiu com a solicitação feita pelo
governo francês às entidades de psicanálise para que fornecessem
listas com nomes dos psicanalistas por elas reconhecidos. O objetivo é
o recenseamento de profissionais com vistas ao pagamento de seguro
estatal. Dispositivo que cobre parte dos tratamentos psicanalíticos,
naquele país.
Os problemas de reconhecimento e autorização do psicanalista existiram
desde os tempos de Freud. A história da psicanálise registra exclusões
como as de Adler, Jung e Reich, bem como cisões como as que ocorreram
com os grupos ligados a Ana Freud e Melanie Klein. Os embates entre as
sociedades psicanalíticas francesas ligadas à Associação Internacional
de Psicanálise ocorreram em âmbito interno até 1964. Com a
“excomunhão” de Lacan, surgiu na França o primeiro grupo dissidente
forte que contou com um número bem maior de adeptos que as próprias
entidades locais ligadas à IPA.
Até então, não se pensava na formação e reconhecimento de
psicanalistas fora da IPA. Desse momento em diante, tornou-se patente
que, uma vez criado um espaço que possibilitasse a circulação do
discurso psicanalítico, as pessoas, seguindo certas condições – estar
em análise, supervisões e freqüentar cursos, seminários e grupos de
estudo nas instituições ou fora delas – se reconheceriam e se
autorizariam como filiados a esse discurso. Isso funcionou de maneira
aceitável, até que as questões de reconhecimento e autorização
difundiram-se na sociedade, atraindo grupos variados de pessoas que
também se pretendem nomear e formar psicanalistas.
Tal situação nos impele a procurar dar conta da questão da
legitimidade da formação do analista que, por mais que tenha sido
trabalhada até então sob diferentes óticas pelas diversas escolas, não
o foi de maneira satisfatória.
Uma das formas que - embora não resolva essa questão - traz aspectos
inegavelmente positivos é a difusão de escritos a respeito da clínica
e da teoria psicanalíticas, promovendo os debates necessários para a
identificação - e consequente confrontação - dos diversos discursos em
psicanálise.
Sendo assim, a Revista Textura lança o seu quarto número e,
simultaneamente, cria a Textura on-line. Este meio eletrônico
visa criar um espaço de intercâmbio ágil - tanto para a leitura,
quanto para a publicação de textos - facilitando o acesso à maior
quantidade de escritos. Além disso, o leitor poderá fazer comentários
dos textos, enviar sugestões de temas e receber informações sobre o
campo da psicanálise.
Acreditamos ser a instância da letra o suporte material do discurso do
inconsciente, e esperamos assim contribuir, para a transmissão da
psicanálise.
Sidnei Artur Goldberg Taeco Toma Carignato
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