As Reuniões Psicanalíticas convidam para o lançamento de
 
 
 
Revista de Psicanálise
Ano
4 / nº 4 / 2004 - 58 págs. - R$ 10,00
 

 
Bar Balcão
R. Dr. Mello Alves, 150

 

Dia 20 DE JUNHO DE 2005
a partir das 19:00h


 

Índice

Alejandro Luis Viviani
C’est la vie!
O objeto, o falo e o corpo.............................4

Caterina Koltai
O ressentimento entre
intenção e extensão
.........................................9

Eduardo A. Furtado Leite
Na Ante-sala do Gozo
Uma articulação entre Bataille e
Lacan no seminário da ética
.........................13

Jaime Betts
Adeuspai  Adeusarazão
O pai na arte e a psicopatologia contemporânea
..............................................19

Maria Cristina Ocariz
A função materna na constituição
e sexuação do sujeito
...................................25

Mauro Pergaminik Meiches
Questão de vida e morte..............................30

Miriam Chnaiderman
Brasil perverso/Brasil melancólico/
Brasil histérico – e daí?
...............................34

Radmila Zygouris
Sobreviver ainda...........................................39

Sérgio Telles
Uma mãe vê um fantasma............................. 44

Silvana Rabello
Sobre crianças e “autistas”....................... 48

Urania Tourinho Peres
A formação do psicanalista e passe:
não cessar de passar o passe
...................52

 

EXPEDIENTE:

Indexado em: Index Psi Periódicos
(www.bvs-psi.org.br) 

EDITORES:

• Alejandro Luis Viviani

• Eliana Harfush Midlej

• Luís Eduardo Salvucci Rodrigues

• María Luisa Scalise de Viviani

• Rosely Pennacchi

• Sidnei Artur Goldberg

• Taeco Toma Carignato

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Taeco Toma Carignato – MTB  25.846

REVISOR ORTOGRÁFICO

Thaís Toshimitsu

EDITORAÇÃO, FOTOLITO E IMPRESSÃO:

YM Gráfica e Fotolito - tel.: (11) 3283-5040

Publicação das Reuniões Psicanalíticas.
Se quiser entrar em contato conosco escreva para Rua Pamplona, 1119 - cj. 33 - São Paulo-SP CEP: 01405-001, a/c Eliana Midlej ou Sidnei Goldberg -
 telefone: (11) 3283-2119, ou mande e-mail para: revista@revistatextura.com
 

Tiragem: 1.000 exemplares.

Capa: “O Taful”. Georges de la Tour

 

 

 

Editorial 

Recentemente algumas questões vêm provocando polêmicas no mundo “psi”. Em primeiro lugar, pessoas ligadas a setores de igrejas evangélicas solicitaram à Câmara Federal a criação de um conselho federal de psicanálise. Em seguida, o projeto-de-lei “ato médico” mobilizou as instituições de várias categorias profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, bem como as associações de psicanálise e os analistas ditos independentes. Por fim, surgiu a proposta de normatização das psicoterapias por meio da criação de uma associação brasileira de psicoterapia, ligada aos conselhos de psicologia, incluindo a psicanálise como uma das linhas da psicologia.
Questões semelhantes também agitam outros países, como a França, onde a regulamentação da psicanálise provoca polêmicas, divisões e conchavos inusitados. O problema surgiu com a solicitação feita pelo governo francês às entidades de psicanálise para que fornecessem listas com nomes dos psicanalistas por elas reconhecidos. O objetivo é o recenseamento de profissionais com vistas ao pagamento de seguro estatal. Dispositivo que cobre parte dos tratamentos psicanalíticos, naquele país.
Os problemas de reconhecimento e autorização do psicanalista existiram desde os tempos de Freud. A história da psicanálise registra exclusões como as de Adler, Jung e Reich, bem como cisões como as que ocorreram com os grupos ligados a Ana Freud e Melanie Klein. Os embates entre as sociedades psicanalíticas francesas ligadas à Associação Internacional de Psicanálise ocorreram em âmbito interno até 1964. Com a “excomunhão” de Lacan, surgiu na França o primeiro grupo dissidente forte que contou com um número bem maior de adeptos que as próprias entidades locais ligadas à IPA.
 Até então, não se pensava na formação e reconhecimento de psicanalistas fora da IPA. Desse momento em diante, tornou-se patente que, uma vez criado um espaço que possibilitasse a circulação do discurso psicanalítico, as pessoas, seguindo certas condições – estar em análise, supervisões e freqüentar cursos, seminários e grupos de estudo nas instituições ou fora delas – se reconheceriam e se autorizariam como filiados a esse discurso. Isso funcionou de maneira aceitável, até que as questões de reconhecimento e autorização difundiram-se na sociedade, atraindo grupos variados de pessoas que também se pretendem nomear e formar psicanalistas.
Tal situação nos impele a procurar dar conta da questão da legitimidade da formação do analista que, por mais que tenha sido trabalhada até então sob diferentes óticas pelas diversas escolas, não o foi de maneira satisfatória.
Uma das formas que - embora não resolva essa questão - traz aspectos inegavelmente positivos é a difusão de escritos a respeito da clínica e da teoria psicanalíticas, promovendo os debates necessários para a identificação - e consequente confrontação - dos diversos discursos em psicanálise.
Sendo assim, a Revista Textura lança o seu quarto número e, simultaneamente, cria a Textura on-line. Este meio eletrônico visa criar um espaço de intercâmbio ágil - tanto para a leitura, quanto para a publicação de textos - facilitando o acesso à maior quantidade de escritos. Além disso, o leitor poderá fazer comentários dos textos, enviar sugestões de temas e receber informações sobre o campo da psicanálise.                                       
Acreditamos ser a instância da letra o suporte material do discurso do inconsciente, e esperamos assim contribuir, para a transmissão da psicanálise.

Sidnei Artur Goldberg

Taeco Toma Carignato

 

 

 

 

 

 

 
 
 
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