"Uma política eqüitativa do Ocidente em favor do mundo árabe-muçulmano..."

            Não é sempre que se tem ocasião de deparar com uma contradição em termos tão claramente expressa. Em seu artigo "A dialética dos dois ódios", publicado no caderno "Mais! da Folha de São Paulo em 11/4/2004, Edgar Morin expõe da maneira  mais singela possível o partidarismo que contradiz sua pretensa imparcialidade em relação ao conflito do Oriente Médio. Além disso, embora o texto procure ater-se às relações entre palestinos e israelenses, a frase acima citada reconhece implicitamente a participação do Islam num confronto cuja história, anterior à própria guerra de 1948, já dura um século.

         O texto do sociólogo francês inclui outra expressão chamativa. Referindo-se às chacinas praticadas pelos grupos terroristas, Morin descreve tais atos como "...uma afronta, uma ferida, um ultraje para toda a humanidade judaica". É difícil entender a razão pela qual o autor considerou necessário apor o adjetivo 'judaica' a um substantivo como 'humanidade'. A expressão não pode senão provocar estranheza, já que 'humanidade' refere uma totalidade cuja particularização mediante referência a determinada etnia é tão incoerente como a utilização do qualificativo 'eqüitativa' seguida do complemento 'em favor de...'

         Tais incongruências, porém, traduzem fielmente o espírito do artigo. O esforço do autor em permanecer isento, intenção afirmada no próprio título, é constantemente desmentido pela argumentação. O texto de Morin tem como finalidade refutar as críticas dirigidas às posições defendidas pela maioria da população, dos governos e da intelectualidade européia com relação à política israelense face aos palestinos. A condenação às ações do estado judeu justifica-se plenamente, afirma Morin, tanto quanto a atribuição de motivações anti-semitas a esse posicionamento constitui um erro. A razão do equívoco deve-se à conversão dos judeus a uma ideologia nacionalista. Segundo Morin, a intelectualidade judaica, tradicionalmente caracterizada por um "...universalismo humanista, que contestava os particularismos nacionalistas e seus prolongamentos racistas...", desiludida com o ideal socialista, apegou-se a um "judeocentrismo" que "...se abstrai do conjunto da humanidade". (Seria então o etnocentrismo que separaria os judeus da humanidade "não judaica". Morin dirige aos judeus a mesma crítica feita por Lévi-Strauss às culturas que se pretendiam superiores, notadamente as que praticaram o colonialismo. Explica-se assim a curiosa  expressão 'humanidade judaica').

Conseqüentemente, as análises que expressam o ponto de vista sionista cometeriam o erro de interpretar como ressurgimento do velho anti-judaísmo europeu as manifestações contrárias ao estabelecimento de assentamentos e à atuação do exército israelense. "A dialética dos dois ódios" distingue as críticas ao estado judeu dos atos anti-semitas perpetrados na Europa. Morin entende que a presença israelense na margem ocidental do Jordão constitui um gesto colonialista, com todas as seqüelas que acompanham a dominação de um povo. A rejeição internacional e o ódio ao opressor tornam-se então inevitáveis. Essas atitudes, porém,  não deveriam ser confundidas.

O anti-judaísmo e o anti-semitismo europeus, segundo Morin, tem um peso insignificante na dessacralização de cemitérios e sinagogas, na agressão aos judeus nas ruas e nos atentados contra escolas judaicas que se tornaram comuns nos últimos anos. São os jovens muçulmanos que, indignados com a ocupação da Palestina e entendendo que os judeus defendem a estratégia israelense, dirigem sua ira contra aqueles que consideram representantes dos opressores de um povo árabe. Morin entende que se o anti-judaísmo muçulmano retoma os temas clássicos do ódio ao judeu é porque as injustiças cometidas por Israel contra os palestinos não podem senão despertar esse tipo de reação. "Não resta dúvida de que os palestinos são os humilhados e ofendidos de hoje, e nenhuma razão ideológica poderia nos desviar da compaixão por eles. Certamente é Israel que ofende e humilha". O anti-judaísmo europeu repousava numa alegação falsa— a atribuição de deicídio — mas o anti-judaísmo árabe encontra justificativa no colonialismo praticado por Israel. Em conseqüência, um futuro terrível aguarda não somente os israelenses mas todos os judeus, já que estes estão identificados com Israel. "O antijudaísmo em expansão prepara um novo infortúnio judeu. E por isso, de forma ainda infernal, os que humilham e ofendem são eles próprios ofendidos e voltarão a ser humilhados".

Morin não peca por sutileza nem dissimulação; o teor do argumento é evidente. Causado por Israel, o terrorismo palestino, por cruel que seja,  é uma reação compreensível que constitui o preâmbulo da hecatombe. Não há como deixar de ler na previsão "... voltarão a ser humilhados" e na interpolação "...de forma ainda infernal..." a evocação do holocausto. O vaticínio de Morin inclui uma atribuição de responsabilidade: os judeus colherão o que eles mesmos plantaram: "... muitos espíritos doravante judeocentrados são hoje incapazes de compreender a natural compaixão ante as desgraças dos palestinos". A "humanidade judaica" pode considerar ultrajantes a matança de civis israelenses e a caça aos portadores de kipás e estrelas de David, mas quem não se inclui nessa estranha categoria entende muito bem que se trata da aplicação pura e simples de um preceito elementar de justiça. Olho por olho, dente por dente ou quem com ferro fere com ferro será ferido.

Justamente quando o cristianismo está disposto a perdoar a crucificação de Cristo o incorrigível judeu comete o pecado capital do colonialismo que tomou o lugar do deicídio no código draconiano dos novos tempos humanistas. A substituição metafórica preconizada por Morin é a exata tradução, no dialeto intelectual, da clave com que Mel Gibson propõe a leitura do Evangelho. "...o seu sangue recairá sobre nossas cabeças e as de nossos descendentes" corresponde a "...os que humilham e ofendem são eles próprios ofendidos e voltarão a ser humilhados. Piedade e comiseração já estão submersos pelo ódio e a vingança". 

Expressões como "não resta dúvida" e "certamente" mostram que o sociólogo francês acredita piamente na versão do conflito construída sobre a idéia de que o ódio árabe contra os judeus foi gerado pelo que denomina "colonialismo israelense". O roubo de terras e a opressão da população palestina estão preparando uma nova catástrofe, tanto em Israel como na Diáspora. Se para Gibson e seus congêneres fundamentalistas a crucificação justifica uma punição que marca indelevelmente as sucessivas gerações dos descendentes de Abraão, o crime colonialista exigirá uma similar extensão do conceito de espaço. O respectivo castigo ultrapassará fronteiras e atingirá todos os judeus da diáspora, identificados com Israel.

A pergunta acerca das razões pelas quais os judeus não percebem que estão atraindo mais uma tragédia sobre suas cabeças é respondida de forma muito peculiar. "...se toda crítica a Israel é vista como anti-semita..." isso se deve a que os judeus "...se degradaram na imagem de si mesmos, assim como na imagem de Israel que incorporaram à sua identidade. Identificaram-se com uma imagem de perseguidos; o Shoah (Holocausto) é o termo que estabelece para sempre sua condição de vítimas...". O nazismo não se limitou a exterminar seis milhões de judeus mas em acréscimo cegou os sobreviventes. Tomando-se por mártires, elas rejeitam "... com indignação a imagem repressiva do Tsahal (exército israelense) mostrada na televisão". As evidências propagadas pela mídia são desconsideradas pelos novos colonialistas, que preferem centrar sua compreensão do conflito nos atos terroristas atribuídos ao povo palestino como um todo. Os opressores "...identificaram-se com prazer com a interpretação biblicamente idealizada de que Israel é um povo de sacerdotes". Em suma, os campos de concentração e as câmaras de gás deram origem a um nacionalismo estreito e xenófobo, cuja soberba será castigada com a repetição do morticínio.

A argumentação de Morin parte de um pressuposto cuja inquestionabilidade é julgada suficientemente demonstrada pela única menção factual do texto.  A política colonialista de Israel é atestada "...pelas resoluções da ONU que pedem o retorno de Israel às fronteiras de 1967". Segue-se a análise que atribui ao fator psicológico da identificação com a imagem do perseguido a razão pela qual os israelenses julgam legítimo apropriar-se de terras palestinas.

Haveria muito o que dizer acerca das descrições que compõem o arrazoado de "A dialética dos dois ódios". Do ponto de vista legal é preciso lembrar que a posição da ONU é diferente da descrita por Morin. A principal resolução menciona a retirada de territórios e não dos  territórios. Essa sutil diferença, sobre a qual muito se discutiu até chegar à redação final, significa que a ONU preconizava na ocasião uma solução negociada, obrigando os países árabes a aceitar a existência de Israel em troca da devolução de terras. A preposição de também indica que, visto a reiteração das agressões a Israel, será permitida eventualmente a anexação de zonas consideradas essenciais para a segurança do estado judeu. Até que ponto alguns, poucos, muitos ou todos os assentamentos construídos na margem ocidental se enquadram nessa definição permanece matéria de discussão, mas é evidente que uma paz verdadeira facilitaria enormemente o estabelecimento de um acordo. 

Cabe então perguntar pelas razões que impedem o fim da beligerância. O encaminhamento dessa questão exige o reconhecimento de uma obviedade, ou seja, que o estado de coisas criado pela guerra de 1967 se inscreve numa longa seqüência de confrontos cujo leit motiv é a não aceitação da existência de Israel por parte do mundo islâmico.

A leitura de "A dialética dos dois ódios" levaria um neófito a pensar que a presença israelense na margem ocidental decorre das mesmas razões que fizeram com que a Europa colonizasse a América, a África e a Ásia — ou seja, uma política expansionista que visava apoderar-se de matérias primas consideradas essenciais,  bem como garantir mercados, dominar rotas comerciais e criar zonas de influência. Estaria Morin projetando o passado colonialista do velho continente, particularmente o da França, em Israel? Talvez, mas as análises psicológicas são perigosas porque freqüentemente invocam motivações espúrias com a finalidade de desautorizar o interlocutor. Talvez esse procedimento seja digno de Morin,  mas está longe de constituir um modus operandi aceitável quando se trata de compreender situações complexas de política internacional, determinadas em grande medida por fatores sócio-econômicos e históricos.

Como o conflito árabe-israelense começou muito antes de 1967, não resta senão lembrar um conjunto de fatos e processos históricos totalmente omitidos em "A dialética dos dois ódios". É bem verdade que descrições do gênero não se prestam a imagens de televisão, vídeos ou fotos. Pior para os que acreditam que uma imagem vale por mil palavras.

Em aberta violação da resolução da ONU que criava dois estados, o judeu e o árabe, Israel foi invadido por cinco exércitos (Líbano, Arábia Saudita, Síria, Iraque e Transjordânia) no momento exato da proclamação da sua existência (maio de 1948). O confronto bélico terminou com a derrota dos invasores e o traçado de uma linha de armistício (1949). Repudiada até 1967 por todos os países árabes (mediante ameaças, boicote econômico, bloqueio de rotas internacionais, declarações de guerra e ações terroristas), é o retorno a essa mesma linha de armistício que se exige agora de Israel.

 A destruição do estado judeu tem sido há mais de meio século o objetivo prioritário da política exterior dos países árabe/muçulmanos. A guerra de 1967 se deveu ao fechamento do estreito de Tiran a navios destinados a Israel, o que privaria o país de petróleo. Israel combateu em três frentes, já que além de egípcios e sírios também os jordanianos, a quem se pedira neutralidade, atacaram o país. A derrota de egípcios e jordanianos fez com que Gaza e a margem ocidental do Jordão mudassem de mãos. Com relação ao Sinai, também perdido pelo Egito em 1967, sua devolução em 1982 torna muito difícil atribuir intenções colonialistas a Israel. A península do Sinai, aliás, é maior do que todo o Estado de Israel, além de rica em petróleo. Esse talvez tenha sido o único caso na história em que a nação vitoriosa numa guerra de defesa devolveu território tomado aos agressores em troca de um acordo de paz.

A situação legal dos territórios da margem ocidental do Jordão onde estão situadas as cidades palestinas e os assentamentos israelenses não foi objeto de qualquer deliberação por parte da ONU quando do armistício de 1949. Nessa ocasião o Egito se apossou da faixa de Gaza e a Jordânia da margem ocidental do Jordão, criando uma situação de facto sem legitimação internacional. A ocupação durou de 1949 a 1967, período em que jamais ocorreu qualquer reivindicação relativa à criação de um estado nacional palestino.

O terrorismo contra Israel, que Morin data de 1967, iniciou-se na década de 50 (imediatamente após o armistício de 1949) e continua até o presente, alternando períodos de calma e recrudescimento, mas sem interrupção. A atual campanha terrorista é comprovadamente financiada por ditaduras árabe/muçulmanas ricas em petróleo e conta com o apoio logístico da Síria. As milícias terroristas recebem pagamento proporcional às baixas israelenses causadas. Na medida em que é mais fácil matar civis, estes constituem o principal alvo da atividade terrorista e uma importante fonte de renda para as respectivas lideranças.

A Autoridade Palestina, entidade cuja instalação na margem ocidental (início da década de 90) deveu-se ao compromisso de renunciar à violência e estabelecer negociações de paz com o estado judeu, concede total liberdade de ação a milícias terroristas que negam o direito de Israel à existência. Hamas, Jihad Islâmica e as Frentes de Libertação Nacional (Popular e Democrática) pregam sem reservas a destruição de Israel e organizam sem restrições suas atividades bélicas no território governado pela Autoridade Palestina. Em flagrante violação das leis internacionais, os terroristas utilizam civis para proteger-se e enviam mulheres (às vezes simulando gravidez) e crianças para transportar bombas.

A penúria econômica do povo palestino teve início quando Arafat retornou da Tunísia. De 1967 até a criação da Autoridade Palestina a cooperação econômica entre Israel e os palestinos era considerável. Contrastando com o estado de coisas vigente sob a soberania egípcia e jordaniana, Israel construiu estradas e montou uma rede de eletricidade e água encanada que beneficiou mais de 90% da população local. A renda per capita dos palestinos, nesse período, superou a de egípcios e sírios.

Outro aspecto do texto de Morin refere-se a uma questão de cunho sociológico. Apesar da notória competência do autor nessa área, "A dialética dos dois ódios" oferece um retrato irreconhecível da sociedade israelense. A atribuição de uma atitude uniforme a israelenses e judeus, que Morin julga identificados "...com um povo de sacerdotes", contraria evidências amplamente conhecidas como a notável divisão do eleitorado israelense, que aliás jamais concedeu a liderança do país ao setor religioso. O  espectro político do estado judeu se caracteriza pela existência de uma miríade de agrupamentos políticos, incluindo partidos que representam a minoria árabe e uma esquerda tão pacifista que o repetido fracasso das tentativas de solucionar o conflito (Camp David, Taba, Oslo) reduziu drasticamente suas cadeiras no parlamento após a mais fragorosa derrota eleitoral testemunhada no país. Dessa notável pluralidade de posições políticas resulta que a atitude perante os palestinos, ao contrário do que afirma Morin, é bastante variada. Inversamente, a tendência à generalização abusiva pode ser encontrada nas afirmações do próprio sociólogo, que procura reduzir a complexa e por vezes caótica vida política israelense à uniformidade belicista.

Em 2000 e 2001 (Camp David e Taba),  Barak ofereceu a Arafat 97% da margem ocidental, compensação em território pelos 3% anexados por motivo de segurança e soberania compartilhada sobre Jerusalém. A oferta não foi julgada suficiente. Não há como deixar de concluir que Arafat não voltou da Tunísia para celebrar a paz, suposição que lhe valeu o prêmio Nobel. A sua função é precisamente impedi-la.

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"A dialética..." passa por alto aspectos importantes da política internacional que influenciaram e têm influenciado o conflito árabe-israelense, como a Guerra Fria e a atual relação conflitiva entre a União Européia e os Estados Unidos. O apoio europeu à Autoridade Palestina deve-se menos a preocupações éticas, como sugere o sociólogo, do que ao pragmatismo. Petróleo, petrodólares e mercados de exportação não são peças irrelevantes no tabuleiro político-econômico das relações internacionais contemporâneas. Tampouco são citados os numerosos conflitos associados ao fundamentalismo islâmico, da Cachemira às Filipinas, da Chechênia ao Sudão, do Paquistão à Argélia. Como se explicam omissões desse porte numa análise assinada por um sociólogo de tanto prestígio?

Mas é o desconhecimento da realidade política israelense, bem como a falta de qualquer menção à disparidade de atitude entre israelenses e a Autoridade Palestina nas negociações de paz e acima de tudo a total ausência de perspectiva histórica que conferem um aspecto caricatural à "... dialética dos dois ódios". Em decorrência, e apesar do estilo erudito, não há como distinguir o artigo de Morin de um panfleto.

Segue-se uma breve interpretação dos dados históricos, políticos e econômicos acima mencionados: 

A penúria da população palestina facilita sobremaneira o recrutamento de terroristas, na medida em que atuar nas milícias constitui um dos poucos meios de vida oferecidos aos desempregados. Como as verbas destinadas por europeus e americanos à AP superam quaisquer doações internacionais do gênero, a crise econômica que atinge os palestinos não resulta da falta de investimentos. A pauperização do povo palestino não é acidental nem inevitável mas serve a uma finalidade deliberada. Nesse sentido, trata-se de uma situação muito semelhante à que vigora nos países árabes, cujo orçamento é planejado de modo a evitar investimentos significativos no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população. A paz e a decorrente cooperação econômica com Israel gerariam prosperidade e a médio prazo resultariam num processo de abertura política, algo que as ditaduras árabe-muçulmanas do Oriente Médio consideram ameaçador para sua estabilidade. Esse fator, que pode ser designado pela expressão "medo de contaminação", é detectável nas relações entre Estados Unidos e Cuba, China e Taiwan, e determinou a difícil coexistência entre União Soviética e Finlândia. Ele explica melhor do que as razões alegadas por Morin (imagem vitimizada dos judeus, colonialismo israelense) o conflito do Oriente Médio. O empenho dos regimes ditatoriais que governam o mundo árabe/muçulmano em isolar Israel é tão patente como o fato de que patrocinam o terrorismo.

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         De acordo com um uso acadêmico já consagrado, "A dialética dos dois ódios" dedica-se inicialmente ao exercício conceitual,  no caso a sutil distinção entre anti-sionismo, anti-israelismo, anti-semitismo e anti-judaísmo. O restante do texto, à revelia de seu autor, apaga um esforço tão cuidadoso de elucidação, mostrando que é possível ostentar com desenvoltura todas essas posições.

 

Franklin Winston Goldgrub
Professor de Psicologia da PUC/SP, autor de A máquina do fantasma e O neurônio tagarela, entre outros livros.

 
   

 

 
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