| Para
a Psicoterapia Existencial o homem é um ser livre, capaz de fazer
escolhas e delinear a própria vida. Em outras palavras, o indivíduo
é livre para escolher e é responsável por sua existência. Esta visão
de homem, básica para a Psicologia Existencial, tem suas origens
nas correntes filosóficas fenomenológico-existenciais que remontam
a Kierkegaard, Nietzche, Husserl, Heidegger, Sartre e Merlou-Ponty.
Estes filósofos, discutindo temas como solidão, liberdade, consciência,
conhecimento, significado, responsabilidade, estabeleceram o pano
de fundo que permitiu aos psicólogos delinear formas de atuação
psicoterápica tendo como centro o homem em seus aspectos essenciais
e buscando prover condições para o auto-conhecimento e desenvolvimento.
Tal aproximação ao ser humano evidencia-se nos trabalhos de psiquiatras
e psicólogos como Binswanger, Van den Berg, Rollo May, Boss,
Frankl e Rogers, que constituem a assim chamada 3ª
Força em Psicologia, distinguindo-se da Psicanálise e da Psicologia
Comportamental. Nem todos estes autores pensam e agem da mesma forma
e, na verdade, podem ser reunidos em subgrupos, considerados humanistas,
fenomenológicos, psicanalistas existenciais,
etc., mas refletem em seu trabalho a influência dos filósofos citados.
Dizer que o homem é livre para escolher não significa que suas possibilidades
são ilimitadas. O campo existencial do indivíduo marca limites;
a cultura em que vive, suas condições corporais, história familiar
e seu ambiente definem as possibilidade de escolha.(...) entretanto,
por mais que se estreitem os graus de liberdade do homem, sempre
haverá uma faixa de escolha e nela o homem tem a possibilidade de
mudar sua existência. (Guia Psi - Texto base de Gohara Yvette
Yehia)
Sugestões
de leitura: .
May, R. e outros. - Psicologia Existencial. Ed. Globo,
1974. .
Buber, M. - Eu e Tu. Ed. Cortez e Moraes, 1979.
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